Megaoperação no Rio remove dezenas de camelôs e recupera mercadorias roubadas

Mercadorias roubadas foram recuperadas hoje (26) e dezenas de vendedores ambulantes retirados da região da Central do Brasil, na capital fluminense, em uma Operação da Polícia Militar (PM) em conjunto com a Polícia Civil e a Secretaria Municipal de Ordem Pública. Eles cumpriram mandados de busca e apreensão, fiscalizaram veículos irregulares e depósitos clandestinos nas áreas do Terminal Procópio Ferreira, do Terminal Américo Fontenelle, nos morros da Providência, da Conceição e do Pinto. A Operação Central do Brasil se estenderá até segunda-feira (29).

Centenas de policiais militares, civis e guardas municipais ocuparam a área a partir das 5h. Carros foram atravessados na rua para levar as mercadorias.

Dois menores foram apreendidos com celulares roubados. O porta-voz da Polícia Militar, Major Ivan Blaz, explicou que desde ontem tropas de operações especiais da PM ocupam as três comunidades do entorno.

“É um patrulhamento preventivo. E nesse patrulhamento conseguimos prender cinco criminosos dentro de um táxi, roubando o taxista”, contou Blaz. Com os presos, dois armamentos foram apreendidos. “As ações tendem a se intensificar”.

Pessoas em situação de rua e dependentes químicos foram levados para abrigos.

No início da semana, um grupo de traficantes armados de fuzil, do Morro da Providência, no centro da cidade, arrombou dezenas de lojas na região da Central do Brasil. No local, fica a sede da Secretaria de Segurança, de uma delegacia policial e do Comando Militar do Leste. De acordo com os comerciantes, o ato foi uma retaliação, porque o comércio local se recusou a pagar taxa mensal aos traficantes.

Durante a operação de hoje, foi montado um Centro de Comando e Controle na esquina de várias ruas do centro. Por medida de segurança, carros de passeio foram desviados na área e o túnel João Ricardo está  parcialmente interditado, porque fica perto do acesso ao Morro da Providência.

Morador da Providência há 25 anos, Fábio Caetano contou que a região da Central sempre foi desorganizada e perigosa e que os tiroteios são frequentes.

“Presencio aqui muitas coisas ruins que mostram que há falta de comando mesmo. A região da Central precisa de uma atenção maior e melhor, de uma organização, há muito descaso da segurança”, disse ele. “Os moradores ficam muito inseguros”,acrescentou.

*Colaborou Tatiana Alves, do Radiojornalismo

EBC

SEM COMENTÁRIO

DEIXE UMA RESPOSTA